Monkey e Trip
Em outubro de 2010 a Ninja Theory, que depois traria o
polêmico, porém bem avaliado, DmC: Devil May Cry, lançou um jogo chamado
Enslaved: Odyssey to the West. Esse jogo não foi reconhecido na época, não pelo
público, mas as notas críticas foram altas, principalmente para a história do
jogo.
Estamos em Nova York, o século é XXII (caramba, eu precisei
usar o Google para ver se acertei o século pelo menos eu acertei) e,
como em toda obra pós-apocalíptica que se preze, a cidade está destruída pela
própria natureza que revogou seu espaço antes tomado por seres humanos mesquinhos
e desprezíveis.
Foi só o que sobrou da grande maçã
O jogo não tem muitos personagens. São 2,Tripitaka “Trip” e
Monkey, até um capítulo próximo do fim, onde outro personagem aparece, mas discorrer
sobre o Pigsy seria dar muitos spoilers gratuitos aqui. Os dois personagens
principais se conhecem quando Trip tenta explodir uma nave direcionada à
Pyramid, e Monkey a segue até um escape pod. Para controlar Monkey, Trip (que é
como uma hacker dos filmes dos anos 90) coloca uma bandana nele que o impede de
desobedecê-la, causando dores extremas e até a morte (o nome do jogo é Enslaved porque o personagem principal está escravizado por essa você não esperava).
Monkey é um personagem curioso, apesar do nome, ele tem
características que muito se assemelham a um conhecido personagem de desenho
animado: um cajado que muda de tamanho, uma nuvem flutuante, um pano amarrado
na cintura que até lembra uma cauda e o cabelo despenteado.
Irmãos gêmeos?
Sim, Dragon Ball, principalmente a série clássica, e
Enslaved tem muitas referências em comum pois são uma forma de adaptação de uma
famosa lenda chinesa: Jornada Para o Oeste.
O jogo foi o que podemos chamar de subestimado. Poucas
pessoas compraram e menos gente falou bem do jogo. Para começar, ele não
oferece muito desafio e é praticamente todo on-rail e linear. O combate é uma
parte boa do jogo que, por utilizar a Unreal Engine, até lembra um pouco os
jogos da série Arkham. Não por causa de movimentos fluidos, mas as animações
dos combos são muito bem feitas.
O jogo tem uma pequena parte stealth também, principalmente em ambientes muito
abertos, onde diversas turrets estão mirando em você (mas não é nada muito
complicado e a Trip não se torna um problema na jogabilidade).
O final do jogo é surpreendente e causou um pouco de revolta
entre aqueles que acharam o desfecho muito súbito. Se você é familiar com o
conceito d’A Caverna de Platão, gostará muito do plot twist que acontece nos
últimos minutos.
Meu conselho é: comprem com desconto (recentemente um port
para PC foi lançado no Steam e ficou bem feito).
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