quinta-feira, 3 de julho de 2014

Enslaved e a jornada para o oeste.

         
                                          Monkey e Trip
Em outubro de 2010 a Ninja Theory, que depois traria o polêmico, porém bem avaliado, DmC: Devil May Cry, lançou um jogo chamado Enslaved: Odyssey to the West. Esse jogo não foi reconhecido na época, não pelo público, mas as notas críticas foram altas, principalmente para a história do jogo.
Estamos em Nova York, o século é XXII (caramba, eu precisei usar o Google para ver se acertei o século pelo menos eu acertei) e, como em toda obra pós-apocalíptica que se preze, a cidade está destruída pela própria natureza que revogou seu espaço antes tomado por seres humanos mesquinhos e desprezíveis.

                                          Foi só o que sobrou da grande maçã
O jogo não tem muitos personagens. São 2,Tripitaka “Trip” e Monkey, até um capítulo próximo do fim, onde outro personagem aparece, mas discorrer sobre o Pigsy seria dar muitos spoilers gratuitos aqui. Os dois personagens principais se conhecem quando Trip tenta explodir uma nave direcionada à Pyramid, e Monkey a segue até um escape pod. Para controlar Monkey, Trip (que é como uma hacker dos filmes dos anos 90) coloca uma bandana nele que o impede de desobedecê-la, causando dores extremas e até a morte (o nome do jogo é Enslaved porque o personagem principal está escravizado por essa você não esperava).
Monkey é um personagem curioso, apesar do nome, ele tem características que muito se assemelham a um conhecido personagem de desenho animado: um cajado que muda de tamanho, uma nuvem flutuante, um pano amarrado na cintura que até lembra uma cauda e o cabelo despenteado.

     
                                                                               Irmãos gêmeos?


Sim, Dragon Ball, principalmente a série clássica, e Enslaved tem muitas referências em comum pois são uma forma de adaptação de uma famosa lenda chinesa: Jornada Para o Oeste.
O jogo foi o que podemos chamar de subestimado. Poucas pessoas compraram e menos gente falou bem do jogo. Para começar, ele não oferece muito desafio e é praticamente todo on-rail e linear. O combate é uma parte boa do jogo que, por utilizar a Unreal Engine, até lembra um pouco os jogos da série Arkham. Não por causa de movimentos fluidos, mas as animações dos combos são muito bem feitas.
O jogo tem uma pequena parte stealth também, principalmente em ambientes muito abertos, onde diversas turrets estão mirando em você (mas não é nada muito complicado e a Trip não se torna um problema na jogabilidade).
O final do jogo é surpreendente e causou um pouco de revolta entre aqueles que acharam o desfecho muito súbito. Se você é familiar com o conceito d’A Caverna de Platão, gostará muito do plot twist que acontece nos últimos minutos.


Meu conselho é: comprem com desconto (recentemente um port para PC foi lançado no Steam e ficou bem feito).

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